TMDG.2008 [002]

Buenos Aires, 27 a 30 de setembro de 2008

Cheguei por volta de duas da tarde no Obelisco, hostel recomendado pela Manu, embaixadora do TMDG no Rio de Janeiro e grande amiga. Lugar legal demais; depois de um almoço num restaurante italiano de cardápio divertido (“Spaghetti a Alfredo – Delicioso, delicious, delicious“) com parte do pessoal do Caligraffiti, pude conhecer uma boa galera do evento que também estava hospedada no albergue.

Gente de BH, São Paulo, Bahia, Paraná, Goiânia e Brasília bebendo junta desde 5 da tarde até a noite. Gente com trabalho fora de série, logo de cara houve troca de cartões, cada um divulgando seu trabalho e trocando idéias interessantes não só sobre design.

Gente boa

"Pig" de Eduardo Damasceno

"Pig" de Eduardo Damasceno

De cara já posso citar, além do Caligraffiti – ótimo blog já linkado aqui – o trabalho do Eduardo Damasceno, mineiro que conheci nesse dia cujo trabalho eu já admirava há anos; o Matheus, também de BH, de quem até comprei um caderno muito maneiro que ele botou pra vender lá no TMDG; o Wally, que além de ter um trampo muito interessante, manda bem pacas como DJ, detonando tudo na últiima noite de festa do Trimarchi. O Renatinho, de Goiânia, também é um cara muito gente boa e tem um trabalho muito irado, bem voltado pra música, fazendo arte de CDs e posters de bandas, shows, festivais e um mundo de outras coisas legais.

Cheguei a sentar com ele, e o pessoal da Bahia, Biano, Dandara e Igor (o cara é um monstro na ilustração) e outros para encher um cartaz de papelão de desenhos loucos que rapidinho preencheram todos os espaços. Muito divertido, ainda mais depois que você começa a beber e aquilo tudo, não só o álcool, vai dando onda e você começa a viajar no cheiro da tinta das canetinhas, na criatividade alheia e no ambiente do albergue.

por Igor Bittencourt

por Igor Bittencourt

Good vibrations total, queria ter ouvido Beach Boys naquela noite antes do Alamo, onde todos beberam imensas jarras de quilmes e ouviram um set de músicas típicas de pub que vocês sabem bem qual é. Em qualquer lugar do mundo, tocam as mesmas coisas nos pubs e as garçonetes sempre oferecem seus decotes aos gringos. Por isso evite pubs em seu país de origem mas aproveite os de fora.

O albergue

O albergue em si era uma diversão à parte. Um lounge muito agradável, agradáveis gringas e muitos brasileiros do pré-TMDG bebendo muito, mesmo a galera que ficou nos outros hostels. A sinuca tinha caçapas largas e a Stella Artois, mesmo sendo bem mais cara que no mercado, era muito barata no final das contas. No ano de 2008, brasileiros na Argentina são todos playboys, andando de taxi pra todo lado, comprando tênis, livros, CDs, cadernos, papéis, bebidas caras, alfajores, óculos, bonés, casacos, mochilas, revistas, canetas, lembrancinhas, camisas… milagres do câmbio.

O Obelisco era tão divertido que muitos nem saíram pra nite de buenos aires e apostaram suas fichas em diversão e piração lá mesmo. Houve até pole dancing. Quando se está em um albergue como este, regado a bebida e garotas divertidas, nem as ofertas externas atraem tanto assim.

Ofertas Externas

Ofertas Externas

Uma das chicas mais lindas que vi por lá era da Escócia, uma delicada loirinha, de belos olhos azuis que se chamava Ivan e falava o inglês mais indecifrável do mundo com a voz mais grossa que já ouvi em uma mulher. Preferi não travar maior contato, dado o grau etílico.

Mas me aproximei de uma francesa, amiga de uma rasta americana e de um espanhol surfista, que estavam meio deslocados. Falei que era engraçado que a mulher mais bonita que eu vi em Buenos Aires era uma francesa e ela me retribuiu com o nome e endereço do hostel onde ficaria em Montevidéu, para onde partia em 2 horas. Mas eu estava exagerando e nem cogitei mudar o rumo da viagem.

Na segunda noite, a coisa ficou neurótica. Resolvemos ver mais da noite de Buenos Aires e passamos a buscar algum lugar agitado pra ir. Em breve, o Mondo Bizarro.

~ por rbalbi em Outubro 28, 2008.

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